Chagas em México

Guia clínico de atenção ao paciente com doença de Chagas baseado nos protocolos vigentes para diagnóstico, tratamento e acompanhamento.

Protocolo vigenteSecretaria de Saúde do México, CENAPRECE (Centro Nacional de Programas Preventivos e Controle de Enfermidades)
Revisão2019 (Manual de Procedimientos para la Enfermedad de Chagas en México; Manual de Diagnóstico y Tratamiento, 2015; NOM-032-SSA2-2014 vigente)

Diagnóstico

Resumo

A quem estudar

  • Suspeitar diante de febre prolongada com edema, exantema, adenomegalia, hepatoesplenomegalia ou cardiopatia aguda (2019, pág. 37).
  • Somar sinal de Romaña, chagoma de inoculação, manifestações hemorrágicas ou icterícia (2019, pág. 37).
  • Antecedente epidemiológico: residência ou visita a área com triatomíneos, alimento suspeito ou mãe infectada (2019, pág. 37).
  • Transfusão ou transplante nos 30 a 112 dias anteriores (2019, pág. 37).
  • A confirmação é sempre laboratorial; o critério clínico-epidemiológico exige vínculo com um caso agudo confirmado (2019, pág. 39).

Fase aguda

  • Confirmar por demonstração do parasito no sangue periférico (2019, págs. 46-47; 2015, pág. 19).
  • Gota fresca 80 a 90 %; esfregaço e gota espessa, menos de 70 % (2019, págs. 46-47; 2015, pág. 19).
  • Os métodos de concentração (microhematócrito, microstrout e Strout) rendem 90 a 100 % (2019, págs. 46-47; 2015, pág. 19).
  • O microhematócrito é o primeiro método de escolha na transmissão vertical (2019, págs. 46-47; 2015, pág. 19).
  • A PCR qualitativa confirma em imunossuprimidos e menores de 9 meses, mas não é o método único na vigilância (2019, págs. 41-42 e 48).
  • Processar a amostra antes de 24 horas pelo risco de lise dos parasitos (2019, pág. 47).

Fase crônica

  • Confirmar com dois testes sorológicos concordantes e positivos de princípio distinto ou preparação antigênica diferente (2019, pág. 39; 2015, pág. 15).
  • Um único teste reagente não diagnostica (2019, pág. 49; 2015, pág. 22).
  • Com dois testes a certeza é de 98 a 99,5 %; se discordantes, terceiro teste (IFI) e nova amostra (2019, págs. 48-49; 2015, pág. 22).
Fonte: Secretaria de Saúde do México, CENAPRECE — Manual de Procedimentos para a Doença de Chagas no México (2019) e Manual de Diagnóstico e Tratamento da Doença de Chagas (2015); em espanhol

Interpretação sorológica e rede nacional

  • Os anticorpos são detectados a partir da quarta semana e os IgG atingem o máximo na décima segunda semana (2019, pág. 48).
  • Uma técnica muito sensível (ELISA de antígenos totais) e outra muito específica (ELISA recombinante) determinam quase 100 % dos diagnósticos (2019, pág. 48).
  • A rede nacional (InDRE e laboratórios locais e estaduais) aplica provas parasitológicas básicas e três sorológicas (2019, págs. 43-44; 2015, pág. 16).

Controle de doadores e transplantes

  • Rastrear todos os doadores de sangue (NOM-253-SSA1-2012); desde 2016, 100 % dos bancos (2019, págs. 52 e 54; 2015, pág. 25).
  • Diante de um teste reagente: descartar o sangue, repetir em duplicata, colher uma segunda amostra e fazer provas suplementares (2019, pág. 54; 2015, pág. 25).
  • Com dois testes reagentes de princípio distinto, o banco notifica a epidemiologia e o resultado é informado ao doador (2019, pág. 54; 2015, pág. 25).
  • Estudar por sorologia todo doador e receptor potencial de transplante (2019, pág. 55; 2015, pág. 25).

Tratamento

Resumo

Quem tratar

  • Tratar 100 % dos casos agudos, independentemente do mecanismo de transmissão (2019, pág. 70).
  • Tratar toda pessoa com sorologia positiva e sem contraindicações (2019, pág. 70).
  • Os dois fármacos exigem cautela e monitoramento em afecções hepáticas, renais, hematológicas e neurológicas (2019, pág. 70).

Esquemas e doses

  • Benznidazol em adultos: 5 a 10 mg/kg/dia em 2 tomadas diárias após as refeições, 30 ou 60 dias, máximo 300 mg/dia (2019, pág. 68).
  • Se a dose diária ultrapassar 300 mg, estender o tratamento até cobrir a dose total calculada para 60 dias (2019, pág. 68).
  • Benznidazol em crianças e adolescentes: 10 mg/kg/dia por via oral em 2 ou 3 tomadas, 60 dias, máximo 300 mg/dia (2019, pág. 69).
  • Nifurtimox: 10 mg/kg/dia em menores de 40 kg e 8 mg/kg/dia em maiores, 60 dias, máximo 700 mg/dia (2019, pág. 69).
  • Administrar o nifurtimox em 3 tomadas diárias após as refeições (2019, pág. 69).

Antes de iniciar o tratamento

  • Exame médico e anamnese prévios, e informação ao paciente e à sua família sobre benefícios e riscos (2019, pág. 72; 2015, pág. 33).
  • Consentimento informado e compromisso por escrito de adesão (2019, pág. 72; 2015, pág. 33).
  • Teste de gravidez em mulheres em idade fértil e contracepção durante o tratamento (2019, pág. 73; 2015, pág. 33).

Contraindicações e precauções

  • Gestação e mulheres em idade fértil sem método contraceptivo (2019, pág. 71).
  • Insuficiência renal ou hepática (2019, pág. 71).
  • Comorbidades graves não controladas: reumáticas, dermatopatias, neuropatias, neoplasias ou úlcera gastroduodenal (2019, pág. 71).
  • Cardiopatias prévias, hipertensão refratária e doença neurológica ou psiquiátrica, em especial com nifurtimox (2019, pág. 71).
  • Sinais digestivos graves: obstrução abdominal, fecaloma ou constipação de mais de 7 dias (2019, pág. 71).
  • Indicação de marcapasso definitivo após Holter de 24 horas ou patologia colônica ou esofágica grave (2019, pág. 71).
  • Pacientes maiores de 70 anos com condições que não permitam iniciar o tratamento (2019, pág. 71).
  • Tratamento completo prévio, impossibilidade de acompanhamento e cardiopatia chagásica crônica: avaliar individualmente (2019, pág. 71; 2015, pág. 32).
Fonte: Secretaria de Saúde do México, CENAPRECE — Manual de Procedimentos para a Doença de Chagas no México (2019) e Manual de Diagnóstico e Tratamento da Doença de Chagas (2015); em espanhol

Aconselhamento e entrega da medicação

  • Explicar que o paciente não deve doar sangue, tecidos nem órgãos (2019, pág. 73).
  • Entregar a medicação em intervalos de 7, 15, 30 e 60 dias, com consulta de seguimento (2019, pág. 74; 2015, pág. 33).
  • Se o acesso for difícil, agendar o paciente a cada 15 dias (2019, pág. 74; 2015, pág. 33).
  • Estimular a busca ativa do triatomíneo e sua notificação ao controle de vetores (2019, pág. 72; 2015, pág. 33).

Acompanhamento

Resumo

Controle durante o tratamento

  • Esquema completo: 60 dias; a partir dos 55 dias considera-se completo (2019, págs. 70 e 75; 2015, pág. 34).
  • Interrupção menor de 14 dias: prolongar até completar os 60; maior de 14 dias: reiniciar (2019, págs. 70 e 75; 2015, pág. 34).
  • Laboratório (urina, hemograma e função hepática) no início, aos 30 dias e no final (2019, pág. 74).
  • Teste de gravidez em mulheres em idade reprodutiva nos dois primeiros controles (2019, pág. 74).
  • Supervisão clínica mínima semanal durante todo o tratamento, com controle de intolerância, transtornos digestivos e febre (2019, págs. 81-82; 2015, pág. 37).
  • Buscar exantema, insônia, tremores, perda de equilíbrio, convulsões, parestesias ou choro persistente em lactentes (2019, págs. 81-82; 2015, pág. 37).

Cura

  • Cura: um teste sorológico convencional positivo que se torna negativo (2019, pág. 76; 2015, pág. 35).
  • Primeiro controle sorológico um ano após o término do tratamento e depois anualmente até a negativação (2019, pág. 70).
  • A queda persistente dos títulos acima de três diluições é sugestiva de negativação (2019, pág. 76).

Controle anual do paciente crônico

  • Consulta anual com sorologia; eletrocardiograma, ecocardiograma, radiografia de tórax e série esofagogástrica ou endoscopia conforme suspeita (2019, pág. 82; 2015, págs. 46-47).
  • Diante de manifestações compatíveis, encaminhar a cardiologia, gastroenterologia ou neurologia (2019, pág. 82; 2015, págs. 46-47).
Fonte: Secretaria de Saúde do México, CENAPRECE — Manual de Procedimentos para a Doença de Chagas no México (2019) e Manual de Diagnóstico e Tratamento da Doença de Chagas (2015); em espanhol

Tempos de cura

  • Criança tratada com um ano de idade: cura verificável aproximadamente um ano depois (2015, pág. 35).
  • Criança tratada entre 10 e 12 anos: verificação em 5 a 7 anos (2015, pág. 35).
  • Adulto jovem tratado: verificação em 10 a 15 anos (2015, pág. 35).

Falha terapêutica

  • Falha terapêutica: detecção do parasito após completar o tratamento, sem indícios de reinfecção (2015, pág. 35).
  • Os exames parasitológicos não são obrigatórios como controle de cura; sua positividade indica falha (2019, pág. 76).
  • Se o tratamento começou com parasitologia positiva, repetir o estudo aos 15 ou 20 dias (2019, pág. 74).
  • Identificar abandonos e falhas, investigar suas causas e buscar contatos de resgate (2019, pág. 75).

Forma cardíaca e digestiva

  • Diante de manifestações cardíacas ou digestivas: telerradiografia de tórax, eletrocardiograma de 12 derivações e ecocardiograma transtorácico (2019, pág. 75).
  • A forma digestiva: série esofagogastroduodenal e endoscopia; o megacólon, radiografia de abdome ou clister opaco (2019, pág. 63; 2015, págs. 29-30).

Lacuna para a OPS: sem estadiamento nacional da cardiopatia; o manual de 2015 a declara ausente e o de 2019 apenas cita Kuschnir e a NYHA (2015, pág. 29; 2019, pág. 61).

Casos especiais: HIV, transplante e acidente de trabalho

  • HIV com CD4 menor que 200 células/µL: tratamento profilático 3 dias por semana (2019, pág. 65; 2015, pág. 31).
  • Transplante com doador reagente: tratar o doador 60 dias antes; se não puder esperar, não antes de 14 dias (2019, pág. 65).
  • Receptor de doador infectado: monitoramento aos 30 e 60 dias e a cada 6 meses, ou tratamento 60 dias (2019, págs. 65-66).
  • Acidente de trabalho: profilaxia 10 dias e, com carga alta (10⁷ tripomastigotas/ml), tratar a fase aguda ao menos 60 dias (2019, pág. 56).
  • Controles do acidente: semanais no primeiro mês, quinzenais no segundo e mensais até o quarto; alta aos 4 meses sem soroconversão (2019, pág. 56).

Gravidez e Chagas congênito

Resumo

Triagem

  • Sorologia em toda gestante com antecedentes de risco desde a primeira consulta pré-natal e até o puerpério imediato (2019, pág. 49; 2015, pág. 23).
  • Antecedentes: ter nascido ou residir em área endêmica, vetor no domicílio, transfusão ou transplante prévios (2019, pág. 49; 2015, pág. 23).
  • Confirmar um resultado positivo com dois testes de princípio distinto (2019, pág. 50).

Transmissão vertical

  • Pode ocorrer em qualquer momento da gestação, com maior probabilidade no terceiro trimestre e em gestações sucessivas (2019, pág. 49).
  • Por via transplacentária é possível desde a semana 22 (2015, pág. 23).
  • Pode causar crescimento fetal retardado, parto prematuro, baixo peso ao nascer, óbito ou natimorto (2019, pág. 49).

Recém-nascido

  • Buscar o parasito em sangue de cordão ou periférico antes dos 7 dias de vida, com micrométodo de escolha (2019, pág. 50; 2015, pág. 23).
  • Micrométodo positivo: Chagas connatal em fase aguda, iniciar tratamento etiológico (2019, pág. 50).
  • Micrométodo negativo: repetir no primeiro mês e, se permanecer negativo, sorologia dos 6 aos 10 meses (2019, págs. 50-51).

Tratamento

  • A gestação contraindica o tratamento etiológico; administrar no período intergestacional, preferencialmente ao final da amamentação (2019, pág. 50).
  • Encaminhar a gestante positiva aos Módulos de Atención para Embarazadas de Riesgo (MATER) (2019, págs. 50 e 64).
  • A gestação durante o tratamento é critério de suspensão definitiva (2019, pág. 81; 2015, pág. 37).
Fonte: Secretaria de Saúde do México, CENAPRECE — Manual de Procedimentos para a Doença de Chagas no México (2019) e Manual de Diagnóstico e Tratamento da Doença de Chagas (2015); em espanhol

Confirmação e descarte do Chagas connatal

  • Dois testes positivos de princípio diferente confirmam a infecção (2019, pág. 51).
  • O descarte exige demonstrar ausência de anticorpos anti-T. cruzi durante os 10 meses de vida (2019, pág. 39).
  • Buscar o retorno da mãe com a criança na vacinação ou no planejamento familiar (2019, pág. 51; 2015, pág. 24).

Pediatria

Resumo

Esquemas e doses

  • Recém-nascido a termo: benznidazol 5 a 10 mg/kg/dia durante 60 dias (2015, pág. 31).
  • Em prematuro ou baixo peso ao nascer, iniciar com metade da dose (2015, pág. 31).
  • Começar com 5 mg/kg e passar à dose definitiva se em 72 horas não houver leucopenia nem plaquetopenia (2015, pág. 31).
  • Crianças e adolescentes: benznidazol 10 mg/kg/dia em 2 ou 3 tomadas, 60 dias, máximo 300 mg/dia (2019, pág. 69).
  • Apresentação pediátrica de 12,5 mg para menores de 2 anos ou menos de 20 kg (2015, pág. 31).
  • As crianças toleram doses mais altas e apresentam menos efeitos adversos que os adultos (2019, pág. 69).

Diagnóstico no lactente

  • A PCR qualitativa é o exame confirmatório em menores de 9 meses (2019, pág. 41).

Acompanhamento

  • Controles com hemograma e hepatograma em cada consulta e aos 7, 30 e 60 dias (2015, pág. 31).
  • Consulta idealmente semanal ou no máximo a cada 15 dias (2019, pág. 69).
  • Controle sorológico aos 6 e 12 meses e depois anual até comprovar a negatividade (2019, pág. 51; 2015, pág. 24).
  • Se o diagnóstico inicial foi parasitológico, repetir o estudo entre a segunda e a terceira semana de tratamento (2015, pág. 24).
  • Vigiar o acesso ao laboratório para não atrasar o início mais de 30 dias após o diagnóstico (2019, pág. 69).
  • Incluir antropometria, exame físico completo e perguntas sobre administração e reações adversas (2015, pág. 31).
Fonte: Secretaria de Saúde do México, CENAPRECE — Manual de Procedimentos para a Doença de Chagas no México (2019) e Manual de Diagnóstico e Tratamento da Doença de Chagas (2015); em espanhol

Manifestações do Chagas congênito

  • Entre 50 e 90 % dos recém-nascidos infectados são assintomáticos (2019, pág. 64; 2015, pág. 30).
  • Os quadros graves podem ser fatais, com mortalidade de 2 a 12 % (2019, pág. 64; 2015, pág. 30).
  • Frequentes: hepatoesplenomegalia 18 %, sepse 7 %, miocardite 4 %, hepatite 4 %, meningoencefalite 3 %, edema 1,4 % (2019, pág. 64; 2015, pág. 30).
  • Mais raras: pneumonite, coriorretinite ou opacidade do corpo vítreo (2019, pág. 64; 2015, pág. 30).
  • Em zona endêmica, a hepatoesplenomegalia obriga a suspeitar da doença (2019, pág. 64).

Cardiopatia em idade pediátrica

  • Considerar a cardiopatia chagásica desde a idade pediátrica diante de arritmia, evento tromboembólico, insuficiência cardíaca, cardiomegalia ou transtornos da condução (2019, pág. 59).
  • Fazer eletrocardiografia e ecocardiografia nos casos pediátricos soropositivos para detecção precoce (2019, pág. 62).

Lacuna para a OPS: sem calendário nacional de seguimento pediátrico de longo prazo; a miocardiopatia costuma aparecer 10 a 20 anos após a fase aguda (2019, pág. 61).

Reações adversas

Resumo

Farmacovigilância

  • Quatro grupos: digestivas, cutâneas, neuromusculares e hematológicas (2019, págs. 78-81; 2015, págs. 36-37).
  • A maioria dos efeitos adversos aparece nos primeiros 15 a 20 dias (2019, pág. 71).
  • Cutâneas entre o quinto e o décimo dia; hematológicas a partir da segunda semana (2019, pág. 78; 2015, pág. 36; 2019, pág. 81).
  • Polineurite dose-dependente a partir da quarta semana, com 15 g acumulados; não é prevenível com complexo B (2019, pág. 80; 2015, pág. 37).
  • SSJ-NET excepcional: 1 a cada 1500 tratamentos, com descamação centrípeta, pele desnudada e lesões viscerais (2019, pág. 79; 2015, pág. 36).
  • Mortalidade com tratamento correto: 1,9 % na SSJ e 6,2 % na NET (2015, págs. 44-45).
  • Suspender diante de vômitos incoercíveis, hepatite medicamentosa, perda de peso maior que 5 % ou depressão medular (2019, pág. 81; 2015, pág. 37).
  • Também suspendem lesões cutâneas graves, sinais neuropáticos graves, SSJ-NET, gestação, alcoolismo ou drogadição e adesão repetidamente descumprida (2019, pág. 81; 2015, pág. 37).
  • Notificar toda RAM no Formulário de Reporte de Casos Individuales de Seguridad (FRCIS-CH); o manual não desenvolve o circuito nem os prazos (2019, pág. 72).
Fonte: Secretaria de Saúde do México, CENAPRECE — Manual de Procedimentos para a Doença de Chagas no México (2019) e Manual de Diagnóstico e Tratamento da Doença de Chagas (2015); em espanhol

Manejo por grupos

  • Digestivas: tomar o medicamento após as refeições, evitar álcool; hidróxido de alumínio ou metoclopramida se necessário (2019, pág. 78; 2015, pág. 38).
  • Cutâneas leves: medidas gerais, cremes hidratantes e evitar sol e calor, sem reduzir a dose (2019, pág. 79; 2015, pág. 39).
  • Cutâneas moderadas: suspender temporariamente e associar clorfeniramina ou loratadina; reiniciar ao resolver (2019, pág. 80; 2015, pág. 39).
  • Cutâneas graves: corticoides sistêmicos (prednisona, dexametasona) (2019, pág. 80; 2015, pág. 40).
  • Neuromusculares: repouso e paracetamol ou ibuprofeno; raramente exigem internação (2019, pág. 81; 2015, pág. 37).

SSJ e NET: manejo hospitalar

  • Internar em Unidade de Queimados e avaliar Cuidados Intensivos (2015, págs. 44-45).
  • Suspender o benznidazol e avaliar qualquer outro tratamento suspeito (2015, págs. 44-45).
  • Infundir líquidos conforme necessidades basais com controle eletrolítico; antibióticos se houver febre ou foco infeccioso (2015, págs. 44-45).
  • Analgesia, anti-histamínicos, avaliação oftalmológica, lavagens bucais com água bicarbonatada e curativos com soro fisiológico (2015, págs. 44-45).
  • A corticoterapia sistêmica tem benefício controverso (2015, pág. 45).

Anafilaxia

Não há casos relatados com tripanomicidas, mas o manual descreve adrenalina 0,01 mg/kg subcutânea, máximo 0,3 mg, repetível a cada 15 minutos; não exceder a dose pelo risco de arritmias e diluir sempre a via intravenosa (2015, pág. 46).

Vigilância

Resumo

Notificação

  • Notificar os casos agudos e crônicos ao SUIVE (2019, pág. 83; 2015, pág. 47).
  • A notificação tem prazo de 7 dias (2019, pág. 73).
  • O epidemiologista jurisdicional realiza a Notificação Imediata de Casos conforme a NOM-017-SSA2-2012 (2019, pág. 84; 2015, pág. 48).
  • O caso confirmado é reportado com caráter urgente ao nível jurisdicional e estadual (2019, pág. 84; 2015, pág. 48).

Estudo de caso

  • Estudo clínico integral, análise socioeconômica e cultural, e estudo dos conviventes (2019, págs. 83-84; 2015, págs. 47-48).
  • Investigar o vetor e os reservatórios na moradia e no seu entorno, e as condições da moradia (2019, págs. 83-84; 2015, págs. 47-48).
  • Diante de vários casos agudos simultâneos, suspeitar de surto por transmissão oral (2019, pág. 83; 2015, pág. 47).
Fonte: Secretaria de Saúde do México, CENAPRECE — Manual de Procedimentos para a Doença de Chagas no México (2019) e Manual de Diagnóstico e Tratamento da Doença de Chagas (2015); em espanhol

Diante de surtos

  • Realizar inquérito epidemiológico com amostras soroepidemiológicas aleatórias e busca de vetores e reservatórios (2019, pág. 85; 2015, pág. 48).
  • Em povoados com 500 habitantes, cobrir toda a localidade (2019, pág. 85; 2015, pág. 48).

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